21/02/2019 às 19h53 - atualizada em 21/02/2019 às 20h47
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Ascom
Oeiras / PI
O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Oeiras – PI possibilitou que parte dos agricultores atendidos pelo projeto Palmas para Oeiras bem como um representante do CEFAS, participasse nesse dia 20 de fevereiro de 2019 no campus Petrolina Zona Rural do IF Sertão-PE, de uma capacitação do projeto de Extensão “Uso de palma forrageira na alimentação humana: alternativa de combate à fome e à desnutrição no Semiárido nordestino”.
A visita teve início no campo, sob a supervisão dos professores Ellio Chagas e Jansen Rocha
Com o objetivo de estimular o uso da palma como ingrediente para alimentação humana e desmistificar a ideia de que a planta só pode ser direcionada ao animal, o projeto chamou atenção dos técnicos do CEFAS, bem como de agricultores do município de Oeiras, que fizeram questão de conhecer.
Os visitantes aprenderam como tratar a palma para utilizá-la como ingrediente de alimentos para humanos
“O projeto de vocês despertou outra visão de trabalhar a palma para a alimentação humana. Nós estamos em uma região semiárida, na qual temos muitas dificuldades, principalmente de produção, decorrente dos anos sequentes de seca. E a palma é uma cultura muito fácil de desenvolver. Aí que surge uma alternativa de sobrevivência e também de soberania alimentar para os humanos”, afirmou o diretor-presidente do Sindicato, Gilmar Fontes.
Palma refogada para composição das receitas
Durante a capacitação os participantes tiveram a oportunidade de aprenderem como fazer o: suflê, suco, pão doce e salgado, farinha de palma, tudo a base de palma. “Além da fácil disponibilidade no Semiárido, inclusive em períodos de seca, a palma possui um valor nutricional relevante. Que supere o preconceito de que só pode ser utilizada para alimentação animal”, avaliou o bolsista do projeto, José Ilson Rodrigues.
Sufle de palma
Rosca doce com recheio de palma, criação do técnico Lucas Francisco
Além disso, estudos comprovam que a planta Palma ajuda a combater doenças como cegueira noturna em recém-nascidos, além da fome e desnutrição. O vegetal é rico em vitamina A, vitamina C, complexo B e tem vários tipos de aminoácidos
O resultado surpreendeu os convidados. “A gente estava muito curioso no início. E acabamos percebendo que isso não é mais um mito, se torna uma realidade a palma para alimentação humana”, disse Gilmar Fontes. Ainda durante a tarde, foi realizada uma oficina sobre o preparo de ração para peixes, a partir da palma.
Sob orientação do professor Daniel Amaral, foi desenvolvida ração de peixe a base de palma

Além das oficinas, o projeto de Extensão “Uso de palma forrageira na alimentação humana: alternativa de combate à fome e à desnutrição no Semiárido nordestino”, em desenvolvimento desde novembro de 2018, sob a coordenação da professora Elizângela Souza, promove outras atividades, como a distribuição de raquetes de palma e orientações sobre seu cultivo.


















FONTE: IF / JOSELITO
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